Na série “Estratos”, o desenho surge como vestígio atravessando camadas de tempo. Construídas manualmente com papéis de fibra de algodão de diferentes gramaturas e transparências, as obras exploram a ideia de sedimentação: superfícies que ocultam, revelam e preservam marcas. Traços, manchas e fragmentos aparecem parcialmente soterrados entre camadas frágeis e minerais, como imagens em processo contínuo de escavação. Inspirada pela arqueologia e pela formação geológica da matéria, a série investiga o papel como território temporal. Um campo onde o gesto permanece suspenso entre aparecimento e desaparecimento.