Gabriel Duran é artista visual com atuação em desenho, pintura, gravura, tridimensionais e texto. Sua produção parte da investigação do corpo como operador de tempo, gesto e memória, explorando apagamentos, acúmulos e vestígios como linguagem visual.
Na sua produção mais recente, Duran tem tomado a dança como fio condutor para investigar uma metafísica do corpo: modos de habitar o espaço e o tempo por meio da imagem. Em obras como as da série “Da Dança”, o artista experimenta com materiais que lhe permitem sobrepor e combinar sucessivas camadas gráficas e pictóricas, operando na interseção entre desenho e pintura, e propondo tempos e espaços marcados por presença, ausência e sobrevida.
O desenho ocupa lugar central em sua trajetória tanto como prática autônoma quanto como meio expandido, que absorve elementos da pintura e do gesto escultórico.
Sua pesquisa propõe uma escuta sensível do tempo profundo e do corpo como vestígio. Entre arqueologia e imaginação, sua obra se constrói como campo de presença, onde imagem e matéria operam não apenas como registro, mas como território de reverberação poética.